ALIMENTOS PROCESSADOS O QUE SÃO?

Alimentos quimicamente processados, também chamados de alimentos ultraprocessados, tendem a ser ricos em açúcar , ingredientes artificiais, carboidratos refinados e gorduras trans, por exemplo.
Por esse motivo, eles são os principais contribuintes para a obesidade e doenças em todo o mundo.
Nas últimas décadas, a ingestão de alimentos ultraprocessados aumentou dramaticamente em todo o mundo. Atualmente, esses alimentos representam 25 a 60% da ingestão diária de energia de uma pessoa em grande parte do mundo.
O termo “alimentos processados” pode causar alguma confusão, porque a maioria dos alimentos certamente é processada de alguma forma.
O processamento mecânico – como por exemplo: moer carne, aquecer legumes ou pasteurizar alimentos – não necessariamente torna os alimentos prejudiciais. Se o processamento não adicionar produtos químicos ou ingredientes, não tenderá a diminuir a saúde dos alimentos.
Mas existe uma diferença entre processamento mecânico e processamento químico.
Alimentos processados quimicamente geralmente contêm apenas ingredientes refinados e substâncias artificiais, com pouco valor nutricional.
O QUE TORNA ALIMENTOS PROCESSADOS MENOS SAUDÁVEIS?
Pessoas que comem muitos alimentos ultraprocessados têm maior probabilidade de desenvolver doenças cardíacas e de morrer mais cedo, por exemplo, do que aquelas que ficam com os alimentos em sua forma original, concluem dois grandes estudos.
Dois estudos publicados no The BMJ oferecem novas evidências dos riscos à saúde de alimentos ultraprocessados.
Um estudo associou a ingestão de mais de quatro porções diárias de alimentos ultraprocessados a um risco 62% maior de morte prematura em comparação com a ingestão de pouco ou nenhum desses alimentos.
O outro vinculava cada aumento de 10 pontos percentuais na parcela da dieta composta por alimentos ultraprocessados a mais de 10% de risco aumentado de doenças cardiovasculares.
Às vezes, ingredientes como por exemplo: sal, açúcar e gordura são adicionados aos alimentos processados para tornar seu sabor mais atraente e prolongar sua vida útil ou, em alguns casos, contribuir para a estrutura dos alimentos, como sal no pão ou açúcar nos bolos.
A compra de alimentos processados pode levar as pessoas a comerem mais do que as quantidades recomendadas de açúcar, sal e gordura, pois podem não estar cientes de quanto foi adicionado aos alimentos que estão comprando e comendo.
Esses alimentos também podem ser mais calóricos devido às altas quantidades de açúcar ou gordura adicionados.
APRENDA A IDENTIFICAR OS ALIMENTOS PROCESSADOS

Considere os exemplos nesta tabela para ajudá-lo a determinar rapidamente se um alimento é minimamente processado, processado ou ultraprocessado.
Minimamente processado Processado Ultraprocessado
Milho Milho em conserva Salgadinhos de milho
maçã suco de maçã torta de maçã
Batata Batata assada batatas fritas
Cenoura Suco de cenoura Bolo de cenoura
Trigo Farinha Biscoitos
Alimentos altamente processados também são tratados quimicamente com aditivos ou conservantes para melhorar seu sabor, textura ou prolongar a vida útil, por exemplo.
Uma maneira fácil de identificar qualquer alimento processado é dar uma olhada no rótulo; se houver uma lista de ingredientes com nomes complicados e irreconhecíveis, é seguro dizer, portanto, que é um alimento processado.
O QUE ALIMENTOS PROCESSADOS CAUSAM A SUA SAÚDE
1. Obesidade
É sabido que o açúcar contribui para a obesidade, que pode levar a uma série de outras doenças crônicas.
Alimentos altamente processados geralmente são carregados com açúcar extra, mas não se deixe enganar se a palavra “açúcar” não aparecer de fato no rótulo.
Existem até 50 palavras diferentes usadas para listar os tipos de açúcar adicionados aos alimentos processados. Os nomes mais comuns são, por exemplo: xarope de milho, frutose, glicose, sacarose, malte ou maltose, mel , melaço ou néctar.
2. Síndrome metabólica
Como se a obesidade não fosse ruim o suficiente, o consumo de alimentos processados também está ligado à síndrome metabólica, que é definida como um grupo de fatores de risco que podem levar a doenças cardíacas e diabetes tipo 2.
A síndrome metabólica é diagnosticada quando três ou mais dos cinco fatores de risco a seguir estão presentes:
Aumento da cintura (também conhecida como “em forma de maçã”) com obesidade abdominal
Triglicerídeos elevados ou necessidade de medicação para diminuir os triglicerídeos
Níveis baixos de colesterol HDL (saudáveis) ou necessidade de medicação devido a baixos níveis de HDL
Pressão alta ou necessidade de um medicamento para tratar pressão alta
Glicemia alta em jejum ou necessidade de um medicamento devido à glicemia alta em jejum.
3. Doença Inflamatória Intestinal
Os alimentos processados também podem, certamente desempenhar um papel no desenvolvimento da doença inflamatória intestinal, também conhecida como doença de Crohn ou colite ulcerativa.
Desta vez, o culpado é um tipo de aditivo químico chamado emulsificante, usado para prolongar a vida útil e ajudar a manter a forma ou a textura dos alimentos.
4. Doenças auto-imunes
As doenças auto-imunes são desencadeadas quando o sistema imunológico do corpo se deteriora e ataca suas próprias células. Existem mais de 100 doenças autoimunes diferentes, mas as mais comuns são diabetes tipo 1, lúpus, esclerose múltipla, artrite reumatóide, doença de Crohn e tireoidite de Hashimoto.
Uma pesquisa mostrou que sete aditivos comuns encontrados abundantemente em alimentos processados podem danificar as junções estreitas, tornando-os mais fracos e aumentando a permeabilidade intestinal.
Isso, por sua vez, abre a porta para as toxinas prejudicarem o corpo, o que pode aumentar a probabilidade de desenvolver uma doença auto-imune.
5.Câncer
Os alimentos processados também podem aumentar o risco de desenvolver câncer de cólon.
Desta vez, o culpado são as carnes processadas, que incluem, por exemplo: bacon, salsicha, cachorro-quente e carne seca ou qualquer outro produto de carne que tenha sido tratado quimicamente para permanecer preservado.
O risco também inclui o consumo de carne vermelha, como carne bovina ou suína.
6. Neurodegeneração e Diabetes tipo 2
Pesquisadores da Universidade Nacional da Austrália afirmam que você pode sofrer danos “irreversíveis” ao chegar à meia-idade apenas comendo uma dieta de fast-food e sendo sedentário.
O foco da análise foi sobre “como os níveis normais elevados de glicose no sangue em indivíduos sem DM2 [diabetes tipo 2] contribuem para processos neurodegenerativos e como os principais fatores de risco para diabetes tipo 2, incluindo obesidade, sedentarismo e dieta inadequada, modulam esses efeitos”. Frequentemente, níveis elevados de açúcar no sangue progridem para a glicemia de jejum e, eventualmente, para o diabetes tipo 2.
O metabolismo prejudicado da glicose é, então, associado à neurodegeneração, capaz de prejudicar a função cognitiva. Da mesma forma, esses fatores não começam na velhice, mas muito mais cedo, de modo que seguir um estilo de vida saudável desde o início da idade adulta pode proteger contra o declínio cognitivo mais tarde.
7. Doenças cardiovasculares
Outro estudo recente envolveu 105.159 participantes. Os pesquisadores coletaram dados sobre sua ingestão alimentar usando registros dietéticos repetidos de 24 horas, projetados para avaliar os hábitos alimentares típicos dos participantes. Aqui, o principal resultado medido foi o risco de doenças cardiovasculares e cerebrovasculares.
O tempo de acompanhamento médio dos participantes foi de 5,2 anos, durante os quais os pesquisadores descobriram que a ingestão de alimentos ultraprocessados estava de fato associada a um maior risco de doença cardiovascular.
COMO TER UMA BOA ALIMENTAÇÃO SEM ALIMENTOS PROCESSADOS

É importante lembrar que alimentação é o principal pilar da saúde e que consumir alimentos processados é uma receita para um desastre a longo prazo.
Se você tem acesso a alimentos de verdade, é importante reservar tempo para prepará-los e aproveitar as sobras da melhor forma possível.
Com um pouco de dedicação e planejamento, também é possível cultivar alimentos em pequenos espaços, incluindo dentro de casa.
Uma vez consumindo alimentos não adulterados – alimentos que estão o mais próximo possível de seu estado natural – então, basicamente tudo que você consumir é um “superalimento”. Você precisa de nutrientes – todos eles – e nutrientes são encontrados em abundância em alimentos crus e frescos.
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